Páginas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Escorpião

Estava brincando debaixo da mangueira, observando as grandes saúvas com imensos pedaços de folhas. Algumas mais fortes carregavam até uma folha inteira de laranjeira. De repente levei um susto: um grande escorpião vermelho parado junto a uma raíz, bem perto de onde eu estava. Dei um pulo desajeitadamente para o lado e quase caí, mas recuperei o fôlego e chamei Junior e Robson:

- Venham rápido! Encontrei um escorpião!
Vieram correndo curiosos. Junior já foi gritando:

- Não deixe ele escapar. Vamos fazer umas experiências!

Escorpião sempre me meteu medo. Ouvia atentamente aquelas histórias escabrosas de que um escorpião podia matar até um homem, que sua picada era das mais doloridas do mundo e era o único bicho que se suicidava. Além disso, havia o mistério, pois eu nunca via um escorpião passeando por aí, como as formigas e abelhas, que também picavam dolorido, mas não eram criaturas capazes de matar ninguém.

A adrenalina corria solta. Seu tom amarelo avermelhado e aquela cauda ameaçadora com um grande ferrão em forma de gancho na ponta nos davam arrepios, mas nosso interesse em observar esse bicho misterioso mais de perto superava nosso medo. Fui logo pegar um pote de vidro para aprisioná-lo.

- Vai logo senão ele foge – Gritou Junior.

Robson que era mais destemido começou a cercá-lo com o vidro e parecia não se preocupar com uma possível picada do bicho. Também, pra quem já deixou de propósito a mão num formigueiro, daquelas vermelhinhas que picam pra valer, vários minutos só pra ver quanto tempo agüentava, um escorpião era moleza. Mas estávamos a quilômetros da cidade, então gritei:

- Cuidado! Se ele picar, já era!

Robson concentrado, nem me ouviu. Não demorou um minuto e a fera já estava dominada, dentro do vidro.

Não cabia em mim de tanta ansiedade. Dava pulos querendo ver de perto.

- Deixa eu ver! Deixa eu ver! – Gritava.

- Calma! Vamos com calma senão ele foge! – disse Robson.

- Vamos levar lá pra dentro. – Ordenou Junior.

Atravessamos o terreiro nos fundos da casa, subimos depressa a escadinha que dava pra cozinha e colocamos o vidro bem no centro da mesa, na sala. Por alguns momentos ficamos ali, nós três embasbacados olhando para o bichinho que agora parecia indefeso, mas ainda assustava quando erguia as patas dianteiras tentando escapar o vidro.

- O que será que ele come? – perguntou Junior.

- Sei lá. Vamos por alguma coisa aí dentro.

E catávamos entusiasmados tudo o que se podia imaginar. Resto de arroz, casca de pão e pedacinhos de folhas. Nada. Até que tive uma idéia:

- Vamos colocar uma saúva!

- Boa! – Robson exclamou

E lá fomos, eu e Junior, capturar uma saúva enquanto Robson tomava conta do vidro, observando em silêncio com a mão no queixo, como era de seu costume. Tivemos o cuidado de escolher uma formiga bem sarada, com aquele cabeção vermelho que botava medo. Seria uma briga boa e novamente corremos para dentro entusiasmados.

Quando chegamos, surpresa; Robson colocara o escorpião pra fora do vidro em cima da mesa e tinha um litro de álcool na mão. Ele disse:

- Vamos ver se ele se suicida mesmo.

- Primeiro vamos colocar a saúva perto, senão já era. – replicou Junior.

Com a formiga na ponta de um graveto e com um medo danado, Junior tentava soltar a saúva em cima da mesa, se esquivando ao menor movimento do escorpião. Quando a formiga se soltou, foi outro tanto de tempo pra apresentar um ao outro. Que coisa! Parecia que não se enxergavam. Finalmente a grande formiga foi na direção do escorpião e este meteu o ferrão na cabeça dela. Coisas da natureza, mas ou o escorpião estava sem veneno naquele dia ou a saúva é imune ao veneno do escorpião, pois a bichinha saiu andando como se nada tivesse acontecido. Dizem que um escorpião mata uma pessoa... Será?

A ansiedade para assistirmos ao suicídio era grande e logo esquecemos a saúva. Robson despejou álcool em círculo de modo que o escorpião ficasse bem no centro e ateou fogo. O bicho ficou parado um tempo, depois andou de um lado pro outro e nada de ferroar a própria cabeça como eu sempre ouvi dizer que ele faria.

A noite caía rápido no sítio e já cansados de observar o escorpião, resolvemos deixar a brincadeira para o dia seguinte, na terra, com lagartixas ou minhocas. Naquela velha casa a luz elétrica ainda não tinha chegado e por isso dormíamos bem cedo. Fomos comer alguma coisa enquanto ainda havia um restinho da luz do dia na cozinha e quando demos conta a noite já havia despencado sobre nós. 

Fechamos portas e janelas, acendemos uma vela e fomos para a sala, apreciar nossa criatura. Robson pingou a parafina derretida sobre a mesa e tentou fixar a vela próximo ao vidro quando de repente a vela caiu e se apagou. Que desastre! Tateando para encontrar a vela, Robson esbarrou no vidro e bleft! O vidro se espatifou no chão.

Nós três, descalços, na escuridão total, ficamos mudos. E agora?

- Cuidado! Devagar! – Sussurrou Junior, como se o escorpião pudesse escutar.

Robson ficou calado e eu nem se quisesse conseguiria falar. Imaginei a cara de Robson no escuro, com um meio sorriso nos lábios e gostando da situação. Fomos nos esgueirando pela parede, tateando vagarosamente até atingir a porta do quarto onde nos jogamos de uma só vez sobre a cama. 

- Cadê o fósforo?

- Ficou em cima da mesa.

E quem era bobo de ir pegar?

Será que ele viria se vingar, nos ferroando enquanto dormíamos? Ficamos em silêncio total, tremendo de medo, tentando escutar o caminhar do aracnídeo até que pegamos num sono nervoso e suado.

No outro dia a vela jazia apagada ao lado do vidro quebrado que serviu de cárcere ao escorpião. Ele nunca mais apareceu por ali. Deve ter fugido com medo desse bando de doidos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Paranapiacaba

















sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Galhos secos


Nos galhos secos de uma árvore qualquer...



Sonho

A propósito, existe um sonho.
Não aquele sonho que sonho dormindo, cheio de gente e lugares estranhos, do qual acordo exclamando: "que coisa! foi tão real!".
É um sonho que me faz dormir.
Não é aquele sonho de fazer, ter, poder ou conseguir.
É um sonho de fantasia. Um sonho verdadeiro, impossível.
Mas quem sabe?


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Marcolina

Marcolina era uma menina solitária, muito boazinha, mas um pouco pedante. A caçulinha tinha tantos irmãos e irmãs que nem podia contar nos seus dedinhos. Jogada de um lado pro outro pelo velho pai desgostoso da vida e pela velha mãe chorona e ausente, Marcolina nem sabia mais onde morava, pois vivia hora com irmão, hora com irmã, com tio e às vezes até embaixo da ponte.

Para os mais velhos era sempre um estorvo.

- E largar aonde essa menina? – Perguntava seu pai.

- Deixe com Lucas, ele cuida direitinho. – Respondia sua mãe.

Marcolina foi crescendo, daqui prá lá e de lá prá cá, comendo o que sobrava e querendo mais, tentando sem jeito falar de si, mas sem ninguém pra lhe dar ouvidos.

Jovenzinha ainda caiu no mundo. Com seu corpinho magro e liso, não demorou para que homenzarrões peludos a levassem pra cama dando-lhe apenas uns trocados ou um prato de comida vez por outra. Como ela não tinha mesmo um lar, nem seu próprio quarto ou sua cama quando criança; qualquer cama era boa, qualquer comida era bem-vinda e qualquer carinho lhe fazia bem. E entre carícias de estranhos, camas cheirosas e macias ou às vezes catres repugnantes, Marcolina foi se criando.

Esperta por que ouvia muito, foi formando suas opiniões sobre as pessoas que passavam por seu caminho. De algum lugar em sua mente surgia sua impressão de alguém: - Esse cara é bom, aquele não. Esse é honesto, aquele um trapaceiro. – Enganou-se muito, mas aprendeu.

Penou demais nas andanças, se arrependeu de alguma coisa, mas nunca soube que coisa foi essa. Chorou sozinha nos bancos das praças e nas estradas desertas. Pensou em voltar. Mas voltar pra onde? Seguiu em frente.

Um dia ela voltou. Moça bonita, forte, experimentada. Meio rebelde, muito pedante. Foi visitar seus irmãos que não saíram pelo mundo como ela.

Lucas vivia lá com seus rebentos, sem mulher, num entediante dia-a-dia de fazer e dizer nada e Carlão trabalhando feito burro de carga pra sustentar sua fome latente de satisfazer o próprio ego. Dois donos da mesma verdade: a de que a vida é assim mesmo.

E Marcolina ainda sentia aquele desejo de criança de deitar no colo dos irmãos e receber um bom cafuné e um beijinho na têmpora, e ainda uma dose de palavrinhas reconfortantes, qualquer mentirinha boba que fosse, como se para lembrar aquela canção de ninar que nunca ouvira. Mas que nada. E tinham tempo pra isso? Aliás, tempo tinham, o que não tinham era disposição. Se Marcolina já era um estorvo quando pequena imagine agora depois de moça formada. Prostituta sem futuro.

- Tome tenência em sua vida e siga os exemplos de seus irmãos, pois afinal somos donos da verdade. Não vai fazer que nem suas irmãs que continuam soltas pelo mundo. Bando de mulher vadia e sonhadora. É isso que você quer Marcolina?

- Eu só queria um abraço.

- Deixa disso Marcolina. Nessa família as mulheres já nascem fracas das idéias mesmo. Você tem que ser forte, como nós, senão não vai ter futuro não. Tem que pensar em sua vida menina, fazer como nós: trabalhar, trabalhar e trabalhar.

- Vocês estão certos. – Dizia Marcolina meio frustrada.

E Marcolina saía de novo para o mundão, pois ali, apesar da vida dura, pelo menos sempre haveria algum marmanjo interessado em seus dotes para lhe abraçar e lhe sorrir. Não demorou enterrar-se também nas drogas. Uma carreirinha de cocaína e já nem precisava deitar na cama de ninguém.

- Que cama que nada, eu vou é subir o morro!

Descobriu que a cocaína lhe fazia muito bem. Cavalgava feito louca sobre sua destemperança enquanto trilhava mais uma carreira. Quando descobriu que podia ganhar uns trocos a mais com o maldito pó, se alegrou. Dinheirinho bem vindo pra alegrar a sobrinhada com presentes.

Agora Marcolina já era uma mulher madura, tinhosa, malandra. Já não queria mais deitar com homem nenhum. Empacotou sua carência de vez. Casou-se, arranjou um trabalho honesto e um bom homem pra lhe acalentar sinceramente.

E quem dizia que boa mãe não seria se enganou. Seu filhinho é educado sim e todo dia recebe de presente um pouco do carinho que sua mãe ganhou no mundão. Olha agora com um inconveniente desprezo para seus irmãos. Lamenta a memória de seus pais e vive plantando boas idéias na cabeça dos outros.

Marcolina enfim descobriu que seus irmãos não tinham nada de tão errado, só eram criaturas tão carentes quanto ela, inseguras e quase sempre incapazes de amar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Artistas

A maior dádiva do artista é o poder quase divino de cristalizar suas emoções em um manto de magia e beleza.

Seja amarga, doce, mórbida ou alegre; quanto mais verdadeira for sua emoção mais bela será sua arte.

Anatomia Frozen - Razões Inversas

Cursando teatro, assisti esta peça numa pequena cidade de Santa Catarina.

Anamotia Frozen
Companhia de Teatro Razões Inversas

Ficha Técnica
Texto: Bryony Lavery
Direção: Marcio Aurelio
Assistente de direção: Lígia Pereira
Elenco: Joca Andreazza e Paulo Marcello
Tradução: Rachel Ripani
Iluminação, Cenário e Trilha Sonora: Marcio Aurelio
Projeto Gráfico: Pedo Penafiel
Idealização: Rachel Ripan


Logo no começo da peça, achei um tanto cansativo e prolixo os dois monólogos. Mas à medida que o espetáculo foi se desenrolando, fui deixando me envolver pela reflexão filosófica que a peça nos obriga a fazer sobre determinados comportamentos do homem.

Uma pergunta feita várias vezes durante a apresentação: “crimes cometidos por psicopatas são perdoáveis?” não deixa de ser intrigante, pois nos faz refletir como a sociedade pode ser tão perversa e agir tal qual como o próprio psicopata, principalmente diante de crimes hediondos, ainda mais quando cometidos contra vítimas indefesas, como crianças por exemplo.

Anatomia Frozen (congelada), nos coloca por alguns momentos do outro lado, ou seja, do ponto de vista do criminoso psicopata. Uma pessoa frágil, com traumas de infância, com alguns sentimentos como qualquer cidadão normal, mas incapaz de sentir pena ou remorso. Tão frias podem ser também pessoas “normais” diante de perversidades cometidas por seus semelhantes. Mais frias ainda me pareceram as análises científicas sobre o cérebro, córtex, lóbulos, etc. O indivíduo e toda sua essência (ou emoções) são deixados de lado e a preservação da sociedade com todos seus traumas e medos prevalece. Mas não é a sociedade composta por indivíduos? Assim como para quaisquer crimes cometidos, de um furto de uma bicicleta a assassinatos em série, antes de condenarmos alguém se faz premente uma reflexão sobre os verdadeiros motivos que o levaram a cometer tal coisa.

MOMENTOS
 O momento mais emocionante, em minha opinião, foi quando a mãe da garota Nina encontra-se com seu algoz. Ela o perdoa mesmo? A expressão no rosto de Paulo Marcello, com aquela maquiagem vermelha borrada, ao se virar para a platéia logo após os primeiros diálogos com o assassino, transmitiu-me dor e tristeza tão profundas que pela primeira vez na vida pude sentir como deve se sentir a mãe que sofre a perda de um filho. E olha que assistimos diariamente nos telejornais este tipo de notícia. Essa é a beleza do teatro, acabei de crer.

Em vários momentos do espetáculo Joca Andreazza se dirige à sua vítima com um “oi” aterrorizante. Seu “oi” parece vir carregado de sensações que só a mente de um psicopata poderia ter (ou de um ator tão bom que nos faça arrepiar de medo como se déssemos de cara com um).

CENÁRIO E FIGURINO
Apenas três banquinhos e máscaras e luvas cirúrgicas. Esse figurino nos remete a assepsia. Isso me fez pensar que deveríamos “limpar” de nossa mente quaisquer coisas e, perdoe o neologismo e o trocadilho com o nome da peça, “congeladamente” fazer uma anatomia de certos comportamentos humanos.

De qualquer maneira, acredito que quanto menos cenário e menos figurino, melhor deva ser o ator. Do contrário não teria prendido nossa atenção até o final e transmitido toda aquela mistura de emoções sem outras “atrações”.

PÚBLICO
 Foi uma experiência lamentável presenciar o comportamento de muitas pessoas da platéia. Não vejo nenhum problema quando a platéia reage ao enredo da peça; rindo, chorando, exclamando ohhhs. Até aí, tudo bem, pois a reação é consonante com o tema. Mas rir num momento dramático ou não fazer silêncio em falas importantes, ou pior, não fazer silêncio durante todo o espetáculo, é falta de educação e de bom senso. E fazendo ainda uma análise mais apurada do comportamento da platéia eu diria: inocência. Por que inocência? Ora, rir de um figurino simples, de gestos estapafúrdios ou do comportamento típico de artistas em cena, só pode ser proveniente da inocência de jovens que a léguas de distância de emoções mais complexas e profundas, deixam-se levar apenas pelas camadas mais externas do que quer que seja. Poderia ser esse mesmo tipo de inocência, perniciosa, que arrebataria milhares de jovens a se distanciar cada vez mais de nossa cultura?



Universo Humano

Enquanto nobres vislumbram no universo humano a supremacia da evolução, seres insignificantes pastam sobre seus próprios excrementos, alimentam-se de fúteis e cotidianos dissabores interpessoais, defecam desprezo à nobreza, obram uma débil labuta e almejam... Almejam o que mesmo? Talvez apenas, egoisticamente, uma improvável morte sem dor. Reles!
Como é bom ser louco! Melhor rir feito louco assistindo a roda girar movida por essa corja de seres patéticos a ser como pobres e inúteis cordeiros que desdenham da loucura, mas aflitos a desejam, pois somente ela pode predizer-lhes quão branda pode ser a própria morte.

Destino

Por que caminho nos envia, destino insensível?
Sabes por acaso sequer como suportar a dor e viver?
Por que não nos elucida as respostas sem que tenhamos que errar tanto por estes mares de loucuras inconcebíveis?
Por estas trevas temerosas que se avolumam nos vãos de nossos momentos infelizes...
Por que não nos trás à tona as verdades resplandecentes dos nossos mais sublimes sentimentos?
Por que ocultas sem pudor nosso amor impiedosamente subjugado pela razão?
Dê-nos somente a paz para que cheguemos a ti, virtuoso destino. Chegaremos onde quiserdes.


Ousaremos voltar e traçar o mesmo caminho repetidas vezes.
As angústias vividas neste perverso caminho imputado por ti, profano destino, fazem-nos criar lúdicas fantasias que inibem destemidamente nossa sensatez.
Amemo-nos! Proliferemo-nos!
Talvez o perverso caminho torne-se um mar calmo, ou um céu límpido, ou uma planície florida e verdejante.
Talvez nossa alma vague acima disso tudo segregando o que há de melhor e germina em nós.
Nobre destino. Pobre destino. Possui a chave de ouro da porta da sala do tesouro e mendiga rastejando clemência por nossa audácia ao arrombar esta porta e usufruir e esbanjar de nosso tesouro.
Desnudado destino, pelos caminhos que nos envia seremos servos, pelos caminhos audaciosos que ousaremos traçar seremos deuses.

Sem fronteiras

Acredito num mundo sem fronteiras. Somos uma só raça, a raça humana. Convivemos pacificamente com os animais. Somos únicos e exclusivos. Somos nosso maior patrimônio. Uma só raça, inteligente e privilegiada porque podemos dominar todos aqueles que não são de nossa raça. Não só podemos dominar como também entender, estudar, compreender e interagir em paz com outras espécies.

Blocos de países unificando-se no oeste, no leste, no norte e no sul. Estamos a caminho de um entendimento entre todos os seres humanos e por fim um mundo harmonioso, sem fronteiras e em paz.

Filósofos, sociólogos, líderes políticos e religiosos, governantes e governados; buscando o conhecimento, a união, a paz e o progresso. Buscando atravessar novas fronteiras do Universo para aportar seguro em suas origens.

Que tal começarmos ultrapassando nossas próprias fronteiras? Temos a força e o poder necessários. Temos o dom de ouvir. Ouçamos a voz de nosso igual. Temos o poder da persuasão. A quem persuadir, senão a nós mesmos de que podemos estar em paz? Temos a força da emoção. Quantas são as emoções que podemos sentir? Senti-las é o nosso maior segredo. Senti-las em sua amplitude e deixá-la à deriva de nossas atitudes. Com certeza encontraremos o pote de ouro no fim do arco-íris.

Que tal nossa mãe maior? Somos nós. Mesma matéria e mesma emoção. Nossos segredos estão nela. Somos o grande segredo dela. Nossa natureza de moléculas unidas e infinitos átomos hão de ser nossa eterna razão. Somos uma grande massa gerada pela mesma massa e capaz de gerar tantas quantas outras massas. Para onde vamos afinal se somos tudo e já estamos aqui? Jamais morreremos, por isso olhe bem no espelho; eles estão ao seu redor e seu reflexo é o próprio mundo. O algo desconhecido é você com suas emoções repletas de segredos.

Nada supera a força do sentimento. É preciso que se sinta tudo o tempo inteiro. É preciso que estejamos inteiramente abertos às sensações oriundas de nós, assim brilharemos e nosso brilho iluminará o Universo e nos fará enxergar o caminho.  Essa luz não pode ser apagada por nada nem por ninguém ou o mundo inteiro se apagaria.

A paz é necessária e urgente. Precisamos de um mundo sem fronteiras e em paz. Precisamos de progresso e paz.

E que a paz esteja com você, abrindo suas fronteiras e descobrindo seus segredos. E que você sorria a cada segredo desvelado, pois este idioma universal é seu passaporte para a vida e o encontro fugaz com a felicidade eterna.